sábado, 19 de julho de 2008

MAU

Um amigo costuma dizer que eu tenho um talento especial em "exterminar" uma pessoa em tempo recorde, às vezes com uma combinação de 3 palavras, isso no máximo! Sim, sim, eu admito o veneno apurado, inclusive genético, porque o povinho da minha familia...

Assisti ontem o novo filme do Batman, e amei de paixão! Confesso que adoro os primeiros filmes com a direção do Tim Burton, mas nessa visão do diretor Christopher Nolan o universo desse anti super-herói que EU ADORO fica bem mais fiel aos HQ's, inclusive num climão de filme policial dos anos 70, com discussões inteligentes sobre a anarquia como forma de desestabilização de uma nação, a exemplo do que os atentados de 11 de setembro fizeram com os Estados Unidos.
Ok, o meu foco é outro! O tema mais intrigante no filme é personificado pelo palhaço Coringa, uma interpretação assustadora do talentosíssimo Heath Ledger (falecido recentemente), horas um doido varrido, horas um serial-killer da pior espécie, divertido e inteligente.


Saindo da ficção e voltando pra vida real fico pensando nessa questão da maldade humana, que leva pessoas a atirarem crianças pela janela, violentarem inocentes, exterminarem milhões no Holocausto... Dizer que é desumano não me parece correto, acho que são ações totalmente humanas, e que todos somos passiveis desse tipo de maldade, e é terrivel constatar isso. Distanciar é a tendência natural, mas lembrem-se que Hitler e afins tinham pai e mãe, não foram criados por lobos ou algo do gênero.


A criança é má, mas é perdoada pela inocência quanda maltrata um bichinho ou avacalha um coleguinha. Essa criança cresce doutrinada na politica do certo/errado, com medo da punição dentro das leis dos homens e também na punição moral depois da morte (óbvio, dependendo da formação religiosa, mas geralmente...).


Somos criados num mundo de regras, aprendemos a nos sentir bem "fazendo o bem", e temerosos de uma punição. Mesmo a física prega a filosofia do "tudo que você faz volta pra você". Sim, isso não é só na religião não! Vide a onda da moda que é "O Segredo".


Mencio Mong Tsé (371 A. C.- 289 A.C.) sustentava que os seres humanos são naturalmente bons e agem naturalmente de maneira moral. São dotados de compaixão e da capacidade de distinguir o bem do mal e, por isso o mal é resultado de influencias externas.
Han Fei Tsé (280 A.C. - 233 A.C.) defendia que os seres humanos são naturalmente maus e precisam da educação e da pressão politica para se tornarem bons.

A maldade humana é afinal Intrínseca ou adquirida? Dificil saber ao certo, mas tenho a teoria de que quando nos libertamos de todas as amarras, quando nos entregamos totalmente a nossa essência... Nos possibilitamos ser gênios, ou criminosos, ou os 2 juntos.

A liberdade é perigosa também, e cria monstros, mas como saber reconhecer, ou dosar? Qual o limite do livre arbitrio?


Hummm, pensei numa maldadezinha que fiz ontem... Foi boa, mas já chega!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Musicado

Cenário: Quase 1h da matina, ainda tô de roupa de academia devorando um biscoito de chocolate. Aliás, hoje eu comi como um animalzinho. Plano emergencial, segunda começo Yoga, preciso segurar a ansiedade!

Hoje eu tava fazendo spinning e a professora, inspiradíssima, sonorizou a aula (gostei disso) com uma coletânea maravilhosa dos 80's, amo muito tudo isso! Comecei a me lembrar de músicas que me remetem a passagens da minha vida, nossa tirei cada coisa do baú! Só um parênteses, eu NASCI nos 80's, mas minhas referências são meio "cacuras" porque tenho 2 irmãos de 35! Tudo explicado, então continuemos...

No exato momento tô ouvindo "Oh Father" da Madonna, que sempre esteve presente nos momentos em que eu queria me fazer de vítima, com pena de mim mesmo pelo abandono do pai. Aliás, esse tempo já passou, thanks God!
Ainda no universo Madonna eu amo "Erótica", que eu ouvia muito nas fases mais "piriguetes", quando yo estaba con el diablo en el cuerpo. Aliás, eu já seduzi com essa música, mas lelê embalado por esse som nunca rolou, quem sabe algum dia eu não tento. Vou quebrar alguém ao meio, mas tudo bem... Convenciido!

"Bad girl drunk by six. Kissing someone else's lips. Smoked too many cigarettes today. I'm not happy when I act this way."

Então Madonna, "Bad Girl" foi inspirada no Bad Boy? Ah sim, eu parei de fumar, e os lábios são mais selecionados.

"Maresia" da Marisa Monte me lembra imediatamento o Blue Angel Bar, quando eu aprendi a enxergar no escuro. E entendam como quiserem...

"Freedom" do George Michael é um clássico, pra mim a letra e o clipe são os melhores! Lógico que de uma brincadeira surgiu uma performance toda semana no The Copa (saudosíssimo, mas fechado depois de um dos maiores erros de administração que eu já vi... Ah, uma burrada mesmo!). Segundo meu amigo Carlos eu me tornei escravo da performance, porque todo mundo SEMPRE queria que eu fizesse. Atualmente no máximo performances pocket para intimos.

No quesito bagaceira, já serviu de trilha pra um absurdo meu e de amigos, num carnaval que infelizmente não acontecerá novamente, a cafona "Girl", Destiny's Child, quando eu pedi que parassem o carro (isso mais ou menos 3h da matina), tirei toda a roupa e desfilei de sunga por entre os carros, isso em frente ao Hotel Glória. Até hoje não acredito na loucura! Mas que foi divertidíssimo, isso foi!
"Murder on the Dance-floor", Sophie Ellis-Bextor, adoro o clipe, mas lembro sempre de amigos sincronizando a "batida de pé", ainda um clássico!

"Shinning Star", uma pessoa até hoje muito especial cantava pra mim olhando nos olhos, e disse uma vez que foi escrita pra mim... Ainda me lembro, claro.

Thalia sempre me perseguiu, tive 2 lovers que adoram essa mulher, tipo veneram! Da última vez tive que engolir um amargo "A quien le importa" como filosofia de vida. Ok, a mi me importa... Asshole! Sorry, surto satânico passageiro, já passou.

"A little respect", Erasure, já me fez quase chorar no meio da pista, eu tinha recentemente acabado de terminar uma amizade de 10 anos... "Boys don't cry", Cure, uma música que eu vou ouvir durante toda a minha vida.

"Like a virgen", Madonna, meu aniversário, eu e minha irmã alteradíssimos usando chápéu cone de aniversário como os peitos da Madonna. Muito bom mesmo!

Nossa, outra coletânea na minha vida! Sim sim, é gostoso de se lembrar, fico imaginando o que ainda vão compor pra mim... Ansioso! E dá-lhe Yoga!

*Para ilustrar o texto eu usei a capa do disco do "The Fratellis", que é um trio escocês, com um estilo de música muito legal, com guitarrinhas animadissímas, bateria marcante, letras meigas, inspiradas e inteligentes. Tudo que eu posso querer numa banda. E o melhor: é daquelas que se gosta de primeira, e nas audições seguintes só fica melhor. Nossa, praticamente EU!

10 mil coisas que odeio...

Ai, eu odeio quando eu perco um dia inteiro sem fazer nada... Ócio criativo eu acho digno, mas nada por nada eu simplesmente ODEIO!

Já pararam pra pensar nas coisas que a gente odeia de montão? Eu tenho uma amiga que odeia quase tudo na vida, um clássico dela é expressar em alto e bom som o quanto que as coisas a irritam profundamente, mesmo as pequenas coisas. Acho engraçadíssimo! Me lembrei de um filme ótimo que assisti faz um tempinho, "Shoot 'Em Up" (me recuso a usar o nome nojento da tradução pra português), em que o protagonista (Clive Owen) foge da máfia protegendo um bebê e uma prostituta italiana (Monica Bellucci), numa matança sem limites. O personagem tinha uma mania engraçadíssima de matar as pessoas com tiques ou manias, ou qualquer coisa que o irritasse, mesmo que isso atrasasse sua fuga absurda.

Outros filmes abordaram essa mesma temática, como o "10 coisas que odeio em você" e "Como perder um homem em 10 dias". Ah, tem outros vários que eu vou me lembrando!

Eu adoro essa coisa da gente odiar tudo. Dizem que é algo negativo e politicamente incorreto, mas poxa, isso é tão human nature!
Bom, não sei se isso vai acabar me levando a uma análise, como aconteceu nos textos anteriores, mas pelo menos vai me divertir muito.
Vamos lá, EU ODEIO:

. Ouvir minha voz gravada;
. Fotos em que pareço ordinário (please, no sentido comum da coisa);
. A parte interna das minhas coxas;
. Gente que insiste em escrever ansioso com C;
. Quando tento comentar e não me dão abertura;
. Perceber que fiz papel de bobo;
. "Fura-olhismo";
. Gente que não sabe "brincar" de msn;
. Minha fúria em gastar dinheiro quando tô ansioso (com S!);
. Blind dates em que percebo que não agradei;
. Gente burra metida a esperta;
. Que me mordam pra machucar (essa foi com destinatário certo!);
. Silêncio mortal depois do sexo;
. Excesso de baixaria verbal ou apelidos fofinhos durante o sexo (bebê, nenê...);
. Meu pneus;
. Uma mulher da minha academia que insiste em contar da vida dela quando tô com quase 80 kg pendurados na altura do meu pescoço (querendo muito jogar em cima dela, by the way);
. Velha (o) metida (o) a garotinha (o);
. Voz de crianças em filmes dublados (lembra a Jessica daquele filme da garota que fica presa num Poço? Então, eu não fiquei com pena dela!);

Olha, são tantas coisas que eu acho que precisaria de dias pra catalogar e ordenar por ordem de tema ou de relevância... Mas confesso que é divertido, e recomendo! Óbvio que os poupei de coisas mais escabrosas, escatológicas ou intimas, mas dizer que odeio somente o mau-caratismo ou falta de consciência ecológica é muito "Bate bola da Xuxa", not my style...
Não sei a que conclusão chegar, curtir esse tipo de sentimento não é bom, inclusive outro dia menos negro faço a listinha dos "10 mais que adoro", mas cultivar um pouco de negativismo e se visualizar (e só visualizar porque somos classudos) pulando no pescoço de algumas pessoas é tão saudável quanto abraçar uma árvore.
Se bem que esse negócio de abraçar árvore é muito (Ser)guei!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Espelho, espelho meu...


Hoje acordei com gostinho de Rihana, aquele cabo enferrujado de guarda-chuva na boca, delicia! Saí pra beber com um amigo, papo vem, vodka entra... Quando vi já tava bêbado emendando minha noite na dancefloor... E os detalhes eu vos poupo!

É estranho quando a gente pensa que vai mudar de vida e em menos de uma semana volta pra estaca zero, com aquela sensação de like a virgin. Mas hoje vou abordar outro assunto, a pedidos de amigos que pediram delicadamente por algo mais ameno.

Eu vou cair na nojenta da auto-ajuda, mas vou dizer pra vocês que são técnicas de sobrevivência que dividirei pela primeira vez com a massa (ou com os 3 ou 4 que estão lendo o blog, mas enfim...), e que ainda me ajudam muito nos momentos perrengues.

Eu adoro os ex "patinhos feios"! Acho que são pessoas mais evoluidas, até porque não é fácil você crescer ouvindo os outros te chamarem de uó e não acreditar nisso! Acreditem queridos leitores, esse que vos fala já foi mega "patinho feio" (isso soou egocêntrico, mas dane-se, faz parte do processo), eu fui o pré-adolescente gorducho, depois o adolescente espinhento e magrelo, fora que não queria estudar, falava mais alto que todo mundo (meu delicado timbre de trovão), e odiava futebol. Eu tremia quando ouvia "time com camisa, time sem camisa!", eu deveria ter processado os professores de educação-física que me fizeram passar por tamanha humilhação de expor meus peitinhos proeminentes de gordinho na frente de toda a escola!

E foi um tal de apelidos, caricaturas, aquelas delicadezas tipicas de adolescentes. Mas sabe o que percebi, esses adolescentes crescem, mas continuam fazendo as mesmíssima coisas, só que com técnica apurada. No trabalho o profissional limitado que não admite que você é melhor do que ele, na amizade aquele que odeia o fato de você fazer mais sucesso do que ele, ou ter mais dinheiro, no namoro é super comum também aquela competição. Enfim, acho tudo na medida aceitável, mas eu tenho visto muito descontrole por aí.

O ex "patinho feio" contemporâneo pra mim é aquele que pode continuar gordinho, mas que domina qualquer mesa de bar com humor, ou inteligência, até mesmo sex appeal! É aquele que não é tão inteligente, mas que é educado, gentil, prestativo. Parece prêmio de consolação, né? Ok, eu também preferia ter pinta de modelo, ser um ator famoso e rico e já até ensaiei entrevistas e premiações, porque sonhar é bom e todo mundo gosta! Mas se você não tem abdomen tanquinho ou boca carnuda de Jolie, como sobreviver?

Eu já ouvi tanto shiii da minha voz alta que hoje talvez estivesse falando sussurrando, ou talvez andasse encurvado porque meus quase 1,90 gritavam minhas imperfeições e breguices. Sabe do que mais, em um certo momento da minha vida decidi parar, olhar pra um espelho e perguntar: "Espelho, espelho meu, existe alguém mais foooda do que eu?"
Quando eu tô frustrado, quando as coisas não acontecem como eu queria, quando eu sou dispensado por alguém, eu pratico o meu ego extremado, ASSUMIDÍSSIMO! Sim, eu me acho lindo, um obra de arte feita de forma única, inteligente, sensível, talentoso, o MÁXimo! E se eu não disser isso pra mim todos os dias, quem mais vai dizer? Mamãe é suspeita, e não tem ninguém que elogie mais o meu corpo do que ela! Juro!

A gente tem que se cuidar, se amar muito, mesmo quando tiver meio caidinho, com pancinha, celulite ou espinha na ponta do nariz. Por sorte temos todos os recursos pra melhorar, mas de qualquer forma não existe academia pra personalidade, senso de humor, educação, bom gosto...

O melhor da gente se curtir tanto assim é a capacidade que a gente desenvolve de descartar o que "não presta", não precisar de multidão pra se sentir num show todos os dias. Minha mãe me disse uma vez, e eu nunca esqueci, é um enorme privilégio pra qualquer pessoa desfrutar da minha companhia, ainda mais quando a pessoa chega ainda mais perto. Quem sabe aproveitar, tira a sorte grande. Do contrário, são os verdadeiros "patinhos feios".

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Escolhendo e aprendendo


Depois de uma franca conversa ao telefone, que a principio me fazia tremer os lábios, mas que finalizou com tranquilidade e até mesmo ternura, minha idéias ficaram mais claras, e revejo atento meus conceitos. Foi estranho deparar com o fato de que eu havia amadurecido de verdade, e que meu desconfiômetro esteve presente todo o momento, mesmo quando eu via coraçõezinhos por toda a parte. E fico muito feliz por isso! Fica aquele vazio inevitável... But.

Por um momento pensei que tava pirando quando me vi cobrando coisas de alguém tão recente, não sabia ao certo o que tava faltando, mas percebia claramente que não estava tendo o que queria, mas o que exatamente eu queria cacete?

Me assustei ao me ver frente-a-frente com o maior dos meus fantasmas, e mais ainda quando me vi abraçando esse mesmo fantasma com intimidade de bons amigos! Eu basicamente queria ser adulto, sem mais nem menos. No diálogo fui percebendo na hesitação da outra parte em se dispor a se comprometer comigo a diferença irreconciliável: eu estava disposto a "encaixá-lo" na minha vida, ele não. No seu tempo, e eu tenho que respeitar isso, ele queria uma companhia tranquila, mas isso não acontece por osmose, a meu ver isso se constrói.

Foi interessante me deparar com essa situação, que foi se desmembrando enquanto conversavamos ao telefone, e o mais interessante foi que previ algo que talvez só viesse a perceber quando fosse tarde demais, ou pelo menos quando a queda quebraria mais ossos meus do que agora.

Eu sempre fui assim, acho que ensaios só servem para o teatro. Talvez seja um extremismo meu, mas já tive decepções demais, já fui largado em diversos altares na vida, e a sensação não é nada agradável. Num relacionamento de qualquer natureza, principalmente o amoroso, no mínimo eu espero o básico, levando-se em conta que me aproximo dos 30 anos, o comprometimento. Brincar de casinha deixei para a adolescência, hoje em dia quero falar sério.

Acho que tudo começa com a quimica, e como é delicioso encontrar essa quimica, nossa! O beijo, o abraço, o dormir juntinho e sentir partes do corpo do seu parceiro encostando em você, mesmo quando ambos dormem, aquele "lembrete" de que você tem alguém mesmo no sono. Depois de passada aquela gostosa sensação inicial de "I found you!" é hora de colocar os pingos nos is.

Eu, Max, tenho minha própria filosofia, não sei se tô certo, mas acho que pra começar é importante lembrar e realizar que o "fofismo" inicial é causado por uma porrada de quimicas que nosso corpo libera, associado a alegria de estarmos nos desencalhando. Acho válido, mas relacionamento de adulto implica levar um adulto pra casa, com todos os defeitos de fábrica e de mal uso. E que não há troca, manutenção ou garantia.
Relacionamento pra mim é se adaptar, é fazer concessões, é saber desde o comecinho que DR às vezes é bom, mesmo quando é chato, que os conflitos aparecem para propor ajustes, por ambas as partes envolvidas. Eu vejo hoje em dia muitos relacionamentos de um só, muita gente carente "engolindo sapos" só pra não contrariar namorado (a), a vida ficou tão corrida que ninguém mais tem tempo pra pensar em quem está do seu lado. Eu posso ser muito estranho, mas prefiro ficar sozinho a isso.

Eu tô triste agora, é muito dificil abrir mão de uma quimica tão rara, de um carinho que vai demorar muito pra eu encontrar novamente, mas não tem jeito, que venham os DR's, mas me anular, foríssima de questão.

Mas é isso aí, escolhas desse gênero devem ser feitas com o coração e com a cabeça, mesmo quando dói, como agorinha. Mas já já passa, sempre passa.

Stick & Sweet

De porrada eu entendo da vida, dos amores aprendi nos filmes. Me passou agora essa frase na cabeça, depois de acordar de uma noite de ringue. Não se preocupem leitores, estou bem! Beijei a lona, mas saí sorrindo com os dentes pendurados e o olho inchado, pronto pra outra, ou quase...
Ah, esqueci de comentar, e acho importante o parênteses, mas eu ODEIO AUTO-AJUDA! Detesto lamentações, frases feitas e efeitos paleativos. Mas voltemoas a minha frase que abre esse despretencioso texto, talvez escrito com mão pesada e mágoa teatral. Mas eu vos asseguro, tô ouvindo um batidão gostoso do Moby! Tendo a querer um cenário perfeito, mas minha mesa é cômica, pois mistura a dramaticidade de uma garrafa de vinho vazia e um potinho de doces de festa julina (sábado, niver da irmã).

Bom, foco de novo na frase! Já pararam pra se perguntar se a vida imita a arte ou o contrário? Hoje acordei pensando nisso, até porque ontem me vi no meio de um discurso super de coração aberto, mas que poderia ter sido retirado tranquilamente de uma obra dramática de shakespeare, com algumas pinceladas de alguns filmes que já assisti, da Julia Roberts talvez, depois vou me lembrar e conto pra vocês. Dá uma pirada né? Pensei, ou tô com um ponto eletrônico ligado a algum craque da lábia do DR (Cirano de Bergerac?), ou seria o caso de um chip implantado no cérebro por alienigenas perversos e manipuladores, que nos utilizam como entretenimento, num reality show absurdo.

É estranho quando nos vemos assim, quando ficamos vazios e deixamos de lado nossa praticidade, e montamos um palco perfeito para sofrermos. Dormi assim, acordei assim, mas resolvi passar isso pra ponta dos dedos. Passado meu absurdo volto a sentir alguns flashes do cinismo caracteristico do Max Schneiderman, aquele que sempre me moveu e criou enredos fabulosos e até mesmo versões espatafurdias das nossas grandes histórias de amor e afins.

Adoro Romeu e Julieta, mas acho que se a coisa perdurasse (means, se eles não tivessem se matado), e se houvessem maiores opções de lazer em Verona (futebolzinho, barzinho, boates e INTERNET) talvez a coisa tomasse outro rumo. Eu acho...

A Sereia Ariel foi morar com o Principe Eric no seu lindisimo castelo, isso depois dele enfrentar um polvo gigante e a fúria de um Daddy Netuno... E olha que ele poderia ser tranquilamente modelo de underwear da Calvin Klein! Já tá suspirando? Então, mas imagina o contrangimento dele se algum nobre amiguinho os convida para comer uma apetitosa Peixada de Forno! Já posso até imaginar a cara de pavor de Ariel: Meu Deus! Meus primos de segundo grau, cacete Eric!

Odeio tirar o encanto das fábulas, até porque adoro Shakespeare e Disney! Mas é engraçado quando nos vemos tentando imitar as fábulas, quando tentamos sofrer glamurosamente, quando ensaiamos a queda de uma lágrima. Eu ontem chorei, mas hoje amanheci catando meus pedacinhos, e quando encontrei meu humor não posso negar que abri um sorrisão. Mas quando somei 2 + 2 e deu 4! Caraca, vi que não tinha emburrecido. Se ainda tenho meu humor e inteligencia, nem tudo está perdido. Ufa!

Enfim, no meio de um texto confuso, cheio de pretensão velada de me mostrar mais forte e mais inteligente, um pouquinho de mágoa e (why not?), um pouco de teatralidade, confesso aqui que ainda quero minha história de amor (Juro, penei aqui pra escrever essa expressão), e que ainda vou me ver muitas vezes imitando falas, gestos e rostos do cinema (minhas referências são aquelas delicias do noir, mas menos enfumaçados porque parei de fumar!), mas ainda acho importante saber sair dignamente de cena.
Honestamente? Penso que foi menos uma pessoa que poderia ter me amado, mas que pelo menos euzinho, continuo me amando incondicionalmente.

Putz! Caí na auto-ajuda! Sorry, não foi essa a intenção, mas se ajudar...